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Nunca experimente o crack


Ele causa dependência e mata


Com o slogan acima, o Ministério da Saúde lançou a Campanha Nacional de Alerta e Prevenção do uso de Crack, nas principais emissoras de televisão e rádio do país, na internet, em jornais, revistas e nas ruas. A ação que tem iniciativa inédita visa prevenir o consumo da droga, que é derivada da cocaína e possui alto grau de dependência.

A campanha será veiculada até o dia 31 de janeiro. O público-alvo são jovens de 15 a 29 anos, de todas as classes sociais. O alerta também servirá para pais, educadores e formadores de opinião em geral.
Em novembro deste ano, o Ministério da Saúde lançou um pacote de medidas com investimento de R$ 98,3 milhões para ampliar a assistência a usuários de álcool e drogas no país e melhorar o atendimento de pacientes com transtornos mentais.

Segundo o psiquiatra Pedro Gabriel, coordenador da área de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério da Saúde, "Inicialmente, o uso da droga era restrito a São Paulo. De cinco anos para cá, espalhou-se por centros urbanos de todas as regiões. O crack vem sendo consumido por adultos, crianças e adolescentes, de diversas classes sociais". Para o psiquiatra, essa expansão tão rápida se deve, basicamente, a três fatores: a droga tem alto potencial de causar dependência, baixo preço e oferta abundante. Outro fator, mais estrutural, é a situação de vulnerabilidade social de crianças e jovens nas cidades brasileiras.

A droga é derivada das sobras do refino da cocaína e geralmente é vendida em pedras. Surgiu nos Estados Unidos na década de 1980 e o primeiro relato de uso no Brasil data de 1989. Nenhuma outra substância ilícita vendida no país tem semelhante poder de dependência.

"A informação é a arma mais importante e poderosa que temos. A campanha informa de maneira transparente, clara, direta. Chama atenção para uma questão que não é preocupação dos governos, mas de toda a sociedade brasileira. É um problema de todos nós, de pais, educadores, imprensa, gestores, governos, afirmou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.

Os dados mais recentes sobre o consumo do crack no país estão disponíveis pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID). O Ministério da Saúde financia uma pesquisa inédita que vai mapear o perfil dos usuários da droga no Rio de Janeiro, em Macaé e em Salvador.

Para o psiquiatra Pedro Gabriel, depois do álcool, o crack é a droga que mais leva as pessoas para o tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

O Disque-Saúde (0800 61 1997), serviço gratuito do Ministério da Saúde, que oferece informações sobre o SUS, está capacitado para atender pessoas que precisam de mais informações sobre as consequências do consumo de crack e locais para tratamento.

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