Fazem isso também para competir mais agressivamente com o formato tradicional de jornais do interior?
Nosso grande trunfo é, justamente, sermos diferentes no Brasil. Seguimos uma tendência mundial. Hoje, na Europa, está todo mundo seguindo esse modelo. Nos Estados Unidos, a maior parte é assim. Enfim, é uma tendência e estamos saindo na frente. E, por sairmos na frente, corremos o risco. Pode não dar certo, o povo pode não aceitar. Mas acho improvável. Isso foi muito estudado, discutido. Contratamos uma empresa da Europa, que é a Innovation, tida como a maior empresa do mundo em assessoria para jornais.
Como a televisão entrou na sua vida?
Eu entrei na vida da televisão, desde garoto. Quando vim para São Paulo. Sou de Rio Preto, e trabalhava em rádio. Aqui, fui para a rádio Bandeirantes e, em um ano, estava na TV. Sempre tive esse link com a TV, mesmo como repórter de campo, apresentador, produtor. A oportunidade de entrar como empresário surgiu quando a Globo começou a vender suas emissoras afiliadas, em 2002. Ela tinha 27 afiliadas e só se interessava em ter cinco, o que é um modelo muito inteligente, entrei. Comprei quatro emissoras e foi um negócio de ocasião. Hoje, sou um dos que mais investe em tecnologia no meio. Estamos digitalizando todas as nossas televisões. E vamos caminhar para o modernismo. Não adianta ficar parado, não tem volta.
O modelo de vender vai mudar?
Depende. Televisão não vai mudar. Sempre vai depender de ter um conteúdo melhor. Agora está saindo televisão em celular. Avanço em tecnologia é uma coisa. Criatividade é outra. Não existe tecnologia na cabeça do Manoel Carlos ou do Benedito Rui Barbosa. O conteúdo brilhante sempre vai ser necessário. Tudo o que vem por aí vai beneficiar a televisão. Essa interatividade toda vai acabar caindo no futuro num canal só. Se você põe programação para celular, para relógio (como já existe no Japão), para ônibus, para metrô, está difundindo o seu conteúdo. E vai elevar o patamar e aumentar a difusão para o seu telespectador. Vencerá quem tiver o melhor conteúdo.
A TRAFFIC EM NÚMEROS Estrutura: 1584 funcionários TV TEM (afiliada da Globo, com estações em Sorocaba, Rio Preto, Bauru e Itapetininga, que cobrem uma área de 318 municípios). Na área de marketing esportivo: Três times de futebol (Desportivo Brasil, em São Paulo; Miami FC, nos Estados Unidos; Estoril, em Portugal) Administra a carreira de cerca de 100 jogadores Trabalha com cerca de 100 jogadores contratados em sua Academia Traffic de Futebol Detém os direitos de transmissão de tv das seguintes competições: Copa América Detém os direitos de patrocínio das seguintes competições: Copa América Eliminatórias Sul-Americanas Copa Sudamericana Copa KIA do Brasil Eliminatórias Concacaf NASL - North American Soccer League |
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