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Jornalismo

Quem são eles?


Os publishers conquistaram seu espaço nas editoras e mostraram que vieram para ficar


por Gabriela Araujo


Os novos desafios

Com o advento da internet, a partir da década de 1990, o trabalho do publisher precisou se expandir diante das novas oportunidades de negócios. O profissional passou a cuidar dos produtos da web: sites, blogs, rádio e TV on-line, conteúdo para celular, redes sociais e aplicativos para tablets. “Não só ele, mas todos os profissionais foram obrigados a mudar seus papéis, pois a forma de produzir conteúdo jornalístico mudou radicalmente e encontrou milhares de concorrentes para disputar os leitores”, comenta Moherdaui.

Paulo Lima e Kaíke Nanne compartilham a opinião de que, além dos saberes ligados à tecnologia, esses profissionais também tiveram que aprimorar o modo como ver as pessoas, a fim de entender os anseios do público e dos parceiros. “E, por conta da concorrência acirrada, gestão de pessoas e inovação são itens que passaram a ocupar mais tempo na agenda do publisher, que precisa reconhecer e reter talentos”, acrescenta Nanne. “Tanto quanto o trabalho em sim, é fundamental gostar de gente, ter prazer de conhecer, lidar e interagir com pessoas, especialmente para quem trabalha com comunicação”, é a dica do publisher da Trip Editora.


Lá fora

De acordo com o artigo “O verdadeiro significado da palavra publisher”, de Thomaz Souto Corrêa, que foi vice- -presidente e diretor editorial da Editora Abril, a definição de publisher é variada. Existe o book publisher, magazine publisher, newspaper publisher e até music publisher. Mais recentemente, os americanos lançaram o publisher virtual, que cuida de publicações na internet e de jogos eletrônicos.

O autor explica que cada empresa atribui um nome diferente para o profissional — ainda que na prática seu trabalho não tenha grandes variações. Na Time Inc, por exemplo, é mantido o sistema presidente (comercial) e publisher (editorial); enquanto que na Condé Nast tem-se o vice-presidente e publisher e os associate publishers; e a Cosmopolitan - Hearst Corporation prefere senior vice-presidente/publishing director e o associate publisher para o grupo de revistas, e outro para a publicidade. “Ficou claro o que faz um publisher, certo? Ficou. Não existe uma definição única para o que seja um publisher”, afirma Souto Corrêa. Mais resumidamente, Carlos Costa, da Cásper Líbero, explica que atualmente existem dois modelos de publisher: o europeu e o americano. O primeiro é representado por um profissional versátil, que precisa saber lidar com uma demanda diversificada da área editorial e da comercial. O segundo modelo de publisher tem funções bem-definidas, restringindo-se apenas ao comercial da publicação. “No Brasil, começamos aplicando o modelo americano e, pouco a pouco, estamos seguindo o modelo europeu”.

 

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