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Campanhas criadas pela agência AlmapBBDO para Havaianas e Peixe Urbano, veiculadas em TV aberta |
Na virada do milênio, quem diria, muitos duvidaram do futuro do mercado publicitário na TV aberta. A popularização da internet e da TV por assinatura era apontada como responsável por uma revolução que diminuiria em poucos anos a audiência das emissoras tradicionais e mudaria os rumos da propaganda. Entretanto, 2010 desmentiu os apocalípticos e o setor conseguiu a sua maior receita desde 1990. O crescimento chegou a 21,6% comparado com o registrado em 2009. Em valores reais, o meio registrou crescimento de R$ 16,498 bilhões em 2010.
Tradicionalmente, ano de Copa do Mundo gera um aumento de inserções publicitárias na TV aberta, mas para diretores comerciais de emissoras e para profissionais de mídia das agências, o crescimento tem outros fatores. "A economia está aquecida e isso movimenta a publicidade. A classe C, que é a grande maioria da população brasileira, está com maior poder de consumo, isso colabora economicamente para que mais empresas divulguem seus produtos e serviços. Já na área de comunicação, o fator que está impulsionando esse salto é, de fato, o crescimento e a qualificação da programação das demais emissoras - o que gera, de forma sadia, concorrência, melhores negociações e, consequentemente, maior portfólio de programas disponibilizados ao mercado anunciante", explica o diretor de mídia da Multi Solution, Christiano Bianco Barbeiro.
O vice-presidente comercial da Rede Record, Walter Zagari, também destaca o crescimento da economia no país e a tradição que a TV aberta tem com o povo brasileiro para explicar o crescimento da receita publicitária nesse meio. Para ele, o Brasil vive um excelente momento econômico e isso contribuiu muito. Além disso, a TV exerce um papel cultural e social de extrema importância, como nenhum outro veículo. "Ela possui uma cobertura geográfica que abrange 100% do território nacional, o que a coloca em posição de destaque perante os anunciantes que desejam criar uma marca ou dar visibilidade a uma já existente, seja em nível local ou nacional. Esses fatores mostram, mais uma vez, que o meio é soberano e sua eficiência e eficácia comerciais são imbatíveis", enumera.
A TV abrange 100% do território nacional, perfeita para dar visibilidade à marca
A TV por assinatura e a internet cresceram consideravelmente nos últimos anos dentro dos lares brasileiros, mas não confirmaram as previsões pessimistas de que tirariam audiência da TV aberta. Segundo a direção geral de comercialização da Rede Globo, na verdade, ocorreu o contrário. "O brasileiro aumentou o tempo médio assistindo a televisão: de 4h15, em 2001, para 4h48, em 2010. E mais: nos anos 1990, havia uma média de 1,1 aparelho de TV em cada lar. Hoje, esse índice é de 1,9. Sem falar que atualmente a TV aberta atinge 190 milhões de pessoas, 50 milhões a mais que a dez anos atrás". Vale citar, também, que a queda de preços dos aparelhos de TV e os avanços tecnológicos contribuíram para que as pessoas passassem a assistir a televisão não só em casa, mas também nos celulares, nos automóveis, nos ônibus, no metrô e nos computadores.
O diretor-geral de mídia da AlmapBBDO, Paulo Camossa Junior, corrobora com a afirmação passada pela direção geral de comercialização da Rede Globo. "O canal de maior audiência entre os domicílios assinantes de TV paga é a Globo. O programa de maior audiência da TV aberta é a novela das oito. Se considerados somente os canais por assinatura, a maior audiência é o BBB, no Multishow, que é um filhote da TV aberta".
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Casciato, do SBT: apresentadores carismáticos atraem anunciantes |
Olhar otimista
Se depender da expectativa de diretores de emissoras e dos publicitários, 2010 será apenas um dos vários anos prósperos que a TV aberta registrará em sua história. "Existe uma tendência de crescimento por conta do Brasil ser o país do momento, faz parte do BRIC e ainda sediará a Copa do Mundo, em 2014, e pela primeira vez na história receberá a Olimpíada, em 2016. Tudo isso aquecerá o mercado e a TV aberta seguirá obtendo ótimas receitas", afirma a diretora de mídia da Age Isobar, Alice Orlando. Ela lembra, ainda, a chegada da TV digital aos lares brasileiros, que certamente promete trazer consigo a interatividade e proporcionará mudanças na relação entre o veículo de comunicação e o telespectador. "Influenciará muito as campanhas que estarão no ar. Será uma nova forma de anunciar, com retorno muito mais imediato. Vejo esse aspecto ainda como mais um fator de valorização da tão falada TV aberta", prevê a publicitária da Age Isobar.
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