Junto com a publicidade de uma revista, a ad pode ajudar a centralizar e
direcionar as ações
O mesmo acontece com a Hands, agência especializada em mobile advertising, que existe no mercado há 11 anos - em uma época na qual nem internet tampouco celular eram tão avançados como hoje -, e já faturou R$ 250 milhões em impressões. Edison Maluf, diretor executivo da Hands, conta que trabalha com algumas das publicações de maior prestígio no país, como a revista Rolling Stone e o portal Lancenet!. "Nós desenvolvemos uma plataforma que permite que o site se adapte a qualquer aparelho celular que tenha acesso à internet. A ascendência é irreversível!", conta. "A facilidade do acesso permite que a revista tenha maior visibilidade", reforça.
A ad network pode ajudar a publicidade de uma revista a organizar, centralizar e direcionar as ações. Juntas, vão estudar o público, encontrar as melhores fontes e indicar para a editora qual é o melhor jeito de divulgar seu produto junto aos anunciantes. "Elas abrem oportunidades, por exemplo, de campanhas cada vez mais segmentadas e dirigidas na internet. Também ajudam a padronizar a qualidade de publicidade nesses sites menores e isso é muito bom", analisa Hugo Rodrigues, da agência Publicis.
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Projetos desenvolvidos pela Hands para celulares e smartphones |
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Zimmermann, da Havas Digital: trabalho oferece soluções customizadas aos anunciantes |
Felix Ximenes, diretor de comunicação do Google, também destaca o poder de direcionamento que uma plataforma como a ad possui: "Uma propaganda de sabão em pó, que passava antigamente na televisão, no horário nobre, era como um tiro de canhão. Acertava as consumidoras, mas também os maridos, as avós. Com a internet, existe maior precisão do tiro", analisa o executivo do Google. Para ele, outra grande vantagem do advento da internet é o poder de mensurar o resultado daquela publicidade, ser mais barata e ter um resultado superior. Além do aspecto da monetização e centralização, essas empresas também ajudam a alavancar negócios que ainda não têm o poder de audiência que a mídia competitiva exige. André Zimmermann, da Havas, acrescenta que a ad network pode entrar como uma facilitadora de trabalho: "Ela pode ajudar os veículos que não têm uma equipe e uma cultura de comercialização de espaços publicitários na web a ganhar uma receita adicional sem ter de fazer esforço algum para isso", explica o CEO da empresa.
A rede representa os sites e vende espaços publicitários em troca de comissão
Aposta no futuro
Para as revistas segmentadas, as ad networks parecem ser a parceira ideal na busca por um pedacinho da verba dos anunciantes. Segundo Rodrigues, da Publicis, o modelo das ads é muito parecido com a comercialização de rádios regionais, que contam com representantes para serem incluídas nos planos nacionais. "É um modelo que funciona muito bem. Acredito que a tendência seja a mesma para a internet", conclui Hugo Rodrigues, da Publicis, deixando uma expectativa positiva para os negócios da internet.
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| Rodrigues, da Publicis: as ads possibilitam campanhas cada vez mais segmentadas |
Quanto à negociação, Gabriel Pereira, que faz atendimento na ad network Hi-Mídia, do Rio de Janeiro, explica as variações: "Normalmente, funciona dessa forma: quando existe uma agência intermediando o nosso trabalho com o cliente, seja ele uma editora ou não, nós recebemos 20% do valor bruto, além da comissão. Se o trabalho é feito sem esse intermédio de uma agência, ficamos somente com a comissão - que pode variar entre 20 e 40% do valor total". Até o momento, diz Gabriel Pereira, não há editoras na carteira de clientes da Hi-Mídia.
Embora o mercado editorial ainda não tenha despertado para as vantagens das ads, os executivos da Publicis e do Google concordam que é uma questão de tempo. "Vejo as editoras começando a trilhar esse caminho [da mídia digital] e acredito que isso ajudará, sim, no crescimento de seus negócios e numa expansão de suas atuações", conclui Ximenes, do Google.
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