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Reportagem

Indústria gráfica

As melhores impressões


Clientes consideram parque gráfico brasileiro de primeiro mundo, exaltam agilidade e comprometimento


Por Marcelo do Ó

Divulgação/Aquarela
A rapidez e o compromisso com prazos são fatores primordiais levados em conta por empresas ao contratarem serviços gráficos


Convenhamos: Não é uma rotina para qualquer um. Motoboys correm de um lado para o outro com bonecos na mão. Fotolitos, DVDs e arquivos viajam nas avenidas de asfalto e nas virtuais de banda larga em desabalada carreira de bureaus, agências e editoras em direção às rotativas — que não podem parar! Tudo com prazo apertadíssimo. Quem executa bem a tarefa nesse cenário, tem a preferência da clientela.


A rapidez desde o envio do orçamento até a impressão e o comprometimento com essa loucura são determinantes na escolha de quem precisa dos serviços gráficos para desenvolver um produto. “Material de qualidade, tecnologia de ponta, comprometimento com os prazos estipulados e um atendimento de qualidade fazem toda a diferença na hora de escolher a gráfica”, explica Lara Habib, diretora de arte do Grupo Máquina Public Relations. A agência de relações públicas tem uma divisão editorial e desenvolve conteúdo para newsletters, revistas e jornais corporativos, veículos de comunicação interna, relatórios anuais, balanços sociais etc.


E esse perfil multitarefa também impacta nas parcerias com as gráficas. Faz parte desse casamento o desenvolvimento conjunto com o cliente da melhor solução editorial. Uma capacidade também medida por quem procura o serviço. “A parceria é fechada de acordo com o perfil do produto, sempre levando em consideração a qualidade, preço e agilidade na entrega. A ordem pode se inverter dependendo do produto, pois há casos em que o preço suplanta a qualidade”, analisa Roze Pedroso, gerente de produção gráfica da ADAG Comunicação.


Testado e aprovado
Editoras e agências, com conhecimento de causa de sobra para avaliar o desempenho do setor gráfico nesses últimos anos, reconhecem o aprimoramento. “Com investimentos em equipamentos e treinamento de profissionais, a indústria teve grande avanço. Há 15, 20 anos, havia demanda para importação desses serviços, pois mesmo com os custos de transporte, e o tempo que demoravam a chegar, ainda eram competitivos. Hoje, o parque instalado atende a nossa necessidade”, explica o diretor superintendente da Editora Trip, Carlos Sarli.


Para ele, o setor não está distante do ideal, pois além de investimentos constantes, ainda há a preocupação com a questão da sustentabilidade. Ainda assim, tem sua ressalva: “Nós, que trabalhamos com produtos diversos, sentimos falta de um melhor gerenciamento dos serviços, para que se adéquem a especificidade de cada publicação. Um departamento de desenvolvimento de projetos seria uma boa saída para identificar soluções para cada publicação”, sugere Sarli, da Trip.


Apesar da unanimidade quanto à evolução do desempenho das gráficas, alguns aspectos, entretanto, são apontados com ressalva. O diretor de operações da Editora Globo, Fábio Amato, por exemplo, destaca: “Elas produzem mais que o suficiente, excedendo as necessidades do mercado. Mas falta maior qualidade no produto final, além do preço alto”, opina. Para ele, a gráfica ideal precisa atender a três pontos básicos: “velocidade de entrega, qualidade do produto final, além do baixo custo. São essas características que buscamos em uma gráfica para contratá-la”, resume.


Amato é otimista ao dar seu panorama sobre a indústria brasileira. “Muitas empresas se aperfeiçoaram, com isso, o país não fica muito atrás das grandes potências. É preciso, porém, ter investimento constante”, alerta.

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