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| O projeto de reflorestamento da International Paper visa engajar e conscientizar a comunidade nas questões socioambientais, e cumprir seu compromisso com a sociedade |
A pesquisa O que o Brasileiro pensa do Meio Ambiente e do Consumo Sustentável, edição 2012, realizada pelo Ministério do Meio Ambiente, mostrou uma evolução significativa na consciência ambiental dos brasileiros. O indicador mais relevante dessa transformação mostra que somente 10% das pessoas não sabem mencionar sequer um problema ambiental na sua cidade ou no seu bairro, contra 46% de 20 anos atrás, quando a primeira pesquisa foi realizada (1992). A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que a amostragem revela que a população percebe a descentralização da responsabilidade em relação ao tema. "Nós precisamos oferecer os caminhos para uma mudança de comportamento. A responsabilidade deve ser compartilhada entre governo, empresas e sociedade. É hora de olhar para os deveres e não só para os direitos", afirmou, na ocasião.
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o estudo mostrou que conceitos como desenvolvimento e consumo sustentável, bem como biodiversidade, já fazem parte do repertório de quase metade da população brasileira (47%). E que esse percentual tende a aumentar à medida que a mídia amplie a cobertura, traduzindo para o dia a dia a aplicação desses conceitos. Com base nos dados, fica cada vez mais evidente a importância de a imprensa abordar com tenacidade questões relativas à sustentabilidade.
O espaço dado ao tema vem crescendo nos últimos anos e atingiu o ápice com a cobertura sobre a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que aconteceu em junho. Na época, diversas publicações especiais - com chancela de revistas e jornais conceituados - invadiram as bancas, bem como cadernos voltados ao meio ambiente tiveram edições ampliadas. "A cobertura da imprensa, em volume, foi gigantesca. No iG, abrimos uma página especial no canal Último Segundo e mobilizamos dez jornalistas que, ao final da conferência, publicaram, entre material próprio e de agência, mais de 450 matérias. Durante os dias do evento, esse material gerou mais de 1,5 milhão de páginas vistas pelos leitores do iG", conta Luciano Suassuna, diretor de Jornalismo do portal.
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| Entrega de material educativo pela empresa Laticínios Jussara em parceria com a Tetra Pak |
Para a jornalista e publisher do Anuário Análise Gestão Ambiental, da Análise Editorial, Silvana Guaglio, "em termos de espaço, a cobertura da Conferência Rio+20 foi condizente com o tamanho do evento e da importância do tema. O conteúdo da cobertura, entretanto, ficou muito centrado nas negociações oficiais, manifestações pontuais e nos fatos pitorescos. Mas houve muito mais na Rio+20 que ficou fora dos noticiários, como centenas de painéis, mesas de discussão e debates em dezenas de eventos paralelos. Nesse sentido, a minha impressão é que só quem esteve lá conseguiu ter noção exata do que aconteceu durante e por causa da Conferência", analisa.
Empresas acham pequeno o espaço na mídia para divulgação de projetos
Se não há o que questionar em termos de tempo e espaço disponibilizado para a cobertura do evento, manter o tema em destaque é uma tarefa que precisa contar com apoio de todos os envolvidos. "Estive no Riocentro durante a cúpula e percebi a presença de veículos de imprensa de vários estados, sem contar os estrangeiros. Isso é um claro reflexo da importância da sustentabilidade para o desenvolvimento econômico do país. Não se trata mais de escolher um caminho, mas de percorrêlo da melhor maneira possível", afirma Carlos Guilherme Ferreira, editor do caderno Nosso Mundo Sustentável, encartado semanalmente no jornal Zero Hora, do Rio Grande do Sul. Esse caderno, publicado desde 2010, já conta com mais de 120 edições. "Trata-se de um suplemento focado exclusivamente em exemplos de práticas de empresas, governos e pessoas que possam combinar desenvolvimento com respeito ao ambiente e qualidade de vida. Pautas sobre sustentabilidade são obrigatórias e surgem de forma natural. Isso vale tanto para as páginas do caderno quanto para as edições diárias de Zero Hora", defende o diretor. Abrir espaço para o tema também já faz parte do portal iG. "Nossa editoria de meio ambiente responde pela maior parte das reportagens sobre o assunto, que são praticamente diárias. A audiência elevada mostra que o leitor quer se aprofundar no conhecimento sobre a natureza, o clima e a produção sustentável", explica Luciano Suassuna, que destaca como diferencial do portal infográficos sobre o tema, como a calculadora de carbono, a cidade ideal, o mapa da coleta seletiva, a mostra de energias alternativas e a casa sustentável, que ganhou um prêmio internacional.
Além da natureza
Informação nunca é demais, e no quesito sustentabilidade ela precisa ser bastante clara para que a população entenda a amplitude do tema e passe a encarar o desenvolvimento sustentável de forma mais abrangente. Por sinal, essa foi a proposta da Rio+20, que se baseou em três pilares - social, ambiental e econômico - para discutir os rumos do progresso com responsabilidade. Um bom exemplo de que ainda há um longo caminho a ser percorrido em termos de disseminação de conhecimento é que, apesar de a Rio+20 ter sido amplamente divulgada, segundo a pesquisa do Ministério do Meio Ambiente, 69% dos entrevistados relacionaram desenvolvimento sustentável a não destruição dos recursos naturais, que é apenas parte do problema.
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| Suassuna, do portal iG: as reportagens sobre meio ambiente são praticamente diárias | Troiano, do Grupo Troiano: as empresas devem divulgar mais os seus projetos | Lizzi, da International Paper: a conscientização é real e gradativa | ||
Se preservar o foco e despertar o interesse do leitor é um trabalho que precisa continuar a ser desenvolvido pela mídia, parte dessa responsabilidade também fica a cargo de empresas prezam por tudo que envolve uma economia sustentável. "Todos os veículos têm, há tempos, esse espaço. Cabe às empresas apresentar aos jornalistas casos e ideias consistentes. A Rio+20 mostrou, por exemplo, que os governos estão dispostos a aumentar a regulação contra o desenvolvimento predatório. As empresas que se anteciparem à lei irão liderar o novo mercado, mais sustentável e ecologicamente correto", opina Luciano Suassuna.
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