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João Rodarte
Diretor presidente da CDN 1. Como a retração na economia se refletiu na comunicação? A área de serviços como um todo, na qual a comunicação está inserida, foi das menos atingida pela crise. As agências de publicidade e os veículos de comunicação foram mais afetados no início, principalmente no primeiro trimestre. Mas essa fase passou mais rápido do que esperávamos. Acredito, inclusive, que vamos conseguir compensar as dificuldades do inicio do ano já neste segundo semestre. 2. Já é possível apresentar projetos e traçar metas? Sim. De um modo geral, o cliente retoma o seu crescimento e as suas metas de médio e longo prazo. Como a base da economia já está um pouco mais sólida, o mercado olha com mais otimismo o futuro. E nesse contexto, o cliente começa a ficar mais aberto e propício a novos projetos e a novas propostas. 3. As agências de comunicação atingiram um patamar alto em termos de profissionalização. Essa expansão continua? De fato, elas alcançaram patamares de profissionalização muito bons. Esse processo se deve a própria sofisticação do ambiente econômico, comercial e financeiro que o Brasil vem adquirindo, na importância que vem conquistando no mundo. O nosso trabalho acompanha essa demanda, pois, à medida que as empresas atuam mais fortemente no mercado aberto e no mercado global, as questões voltadas para a imagem e reputação precisam ser trabalhadas com muito cuidado. E a expansão continua. 4. Como a CDN se prepara para absorver a tecnologia cuja evolução não deve terminar? A evolução tecnológica é um ponto central. A rede, hoje, tem importância fundamental em todos os aspectos da vida de todos nós, seja corporativa ou individual, e na sociedade, na formação de opinião. Neste sentido, nós, que já temos uma empresa voltada para trabalhos na internet, estamos em negociação com outra, totalmente voltada ao segmento de inovações nas redes sociais. 5. Quais os principais canais de comunicação utilizados para fortalecer os clientes no mercado? Os canais são usados de acordo com a necessidade do cliente. Hoje, o importante para uma agência de comunicação é estar muito aberta para os meios, desde as comunicações mais simples, pessoa a pessoa, até à ponta do relacionamento, que é a internet. 6. Como é a estrutura da CDN? A CDN hoje é um grupo de várias empresas que oferecem serviços de comunicação corporativa, análise editorial, estudos e pesquisa, propaganda institucional, eventos, internet, vídeo, design e relações governamentais. Tem quase 300 profissionais distribuídos pelos escritórios de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte. 7. Quantas contas a CDN detém? Nossos clientes podem estar conosco por diferentes linhas de trabalho. O que torna nossa carteira muito diversificada, algo em torno de 100 clientes provenientes de quase todos os segmentos da economia. 8. Quais serviços e produtos são os mais solicitados? A CDN, que já existe há 22 anos, começou oferecendo ao mercado o trabalho de relacionamento com a mídia. Hoje, o nosso portfólio é diversificado e inclui , entre outros, consultoria, projetos para a web, marketing cultural e vídeo. 9. De todos os segmentos, qual foi o mais atingido pela crise? O segmento de propaganda e eventos. 10. As agências de comunicação concorrem com as de publicidade? O mercado está se "redesenhando"? Sim, o mercado está se redesenhando de uma forma muito complexa, mas até certo ponto previsível, porque as atividades tendem a ser convergentes. A grande divisão que ainda impera é trabalho com produto e trabalho com imagem, as questões tangíveis e as não tangíveis. À medida que as agências que trabalham com produtos se preocupam mais com a marca, acabam entrando em nosso campo de atuação e vice-versa. Há uma tendência de intensificar esse processo e isso é muito positivo para todos.
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